Fonte: TV Revolta
Mais de 320 textos que falam sobre cidadania de um modo bem humorado mas extremamente sério.
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Brasil e Alemanha: Nossa Derrota Fora do Gramado É Mais Vergonhosa
Texto: Luiz Flávio Gomes (*)
No gramado perdemos para a Alemanha de 7 a 1. O mundo desabou sobre nossa cabeça. Pior é que são raros os momentos em que somos todos brasileiros (rico e pobre, preto e branco, PT e PSDB, católico ou protestante etc.), atacando numa única direção. Fora do gramado, no entanto, em termos de país competitivo e de qualidade de vida, nossa derrota é muito mais vergonhosa. O que me deixa desapontado é que esta segunda não nos causa tanta decepção como a primeira. Vamos aos números.
Entre 1980 e 2012, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Alemanha passou de 0,780 para 0,920. É o 5º país no índice geral, 80 anos de esperança de vida e renda per capita de US$ 41 mil. O IDH mede a renda das pessoas, escolaridade e expectativa de vida. Ela saiu arrasada da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Saiu destruída do nazismo e da Segunda Guerra Mundial (1933-1945). Hoje é a nação economicamente mais forte da Europa, tendo alcançado o nível excelente em qualidade de vida em poucas décadas. Técnica, planejamento, organização, dedicação, empenho: são qualidades que eles esbanjam orgulhosamente.
E o Brasil? De 1980 a 2012 nós melhoramos (saímos de 0,522 para 0,730 no IDH), mas ocupamos a vergonhosa posição de número 85. Somos hoje menos que a Alemanha em 1980. Pior: há muitos anos estamos patinando na casa dos oitenta no IDH. O Brasil melhorou, mas estamos longe das nações civilizadas. Nossa esperança de vida é de 74 anos, escolaridade média de 7 anos (contra 13 dos alemães) e nossa renda per capita é de US$ 12 mil. Tanto Brasil como Alemanha estão entre os 10 países mais ricos do planeta. Ocorre que eles são ricos e promoveram o desenvolvimento da qualidade de vida das pessoas (5º do mundo); nós somos ricos e extremamente desiguais: baixa escolaridade, ¾ da população são analfabetos funcionais, piores índices na educação, ridícula competitividade, precária inovação, serviços públicos de quinta categoria, transporte público indecente, saúde doente, Justiça injusta e morosa, escola analfabeta etc. Somos, não por acaso, o 85º país do mundo (dentre 186) em termos de qualidade de vida.
Temos capacidade para produzir riqueza, mas nunca soubemos transformar isso em qualidade de vida para todos (veja Flávia Oliveira, O Globo 9/7/14: 26). Sabemos ganhar, mas não temos a menor ideia do que seja distribuir. Socioeconomicamente sabemos rivalizar, não cooperar. O índice Gini da Alemanha (é o que mede a desigualdade: quanto mais se aproxima do zero, mais igualdade; quanto mais perto do 1, mais desigualdade) é de 0,27; o do Brasil é 0,51. Somos o dobro de desiguais. O que isso provoca? Violência, desorganização social, péssima qualidade de vida, miséria, fome etc. Um exemplo: os alemães contam com menos de 1 assassinato para cada 100 mil pessoas (0,8, em 2011). E o Brasil? 29 para cada 100 mil (em 2012). Somos mais de 30 vezes mais violentos que eles. Essa é uma das nossas tragédias, que os alemães não conhecem. Somos ainda o 12º país mais violento do mundo, o campeão mundial nos homicídios em números absolutos (56 mil por ano) e, das 50 cidades mais letais, 16 estão no nosso país.
De todas essas goleadas acachapantes nós não nos envergonhamos. Da desigualdade temos orgulho, não vergonha. Que pena! Aqui é que temos que nos superar: em qualidade de vida, uso da tecnologia, ciência, conhecimento, educação... Feito isso, muitas estrelinhas vamos colocar na camisa da seleção brasileira, porque não nos falta talento e habilidade.
No gramado perdemos para a Alemanha de 7 a 1. O mundo desabou sobre nossa cabeça. Pior é que são raros os momentos em que somos todos brasileiros (rico e pobre, preto e branco, PT e PSDB, católico ou protestante etc.), atacando numa única direção. Fora do gramado, no entanto, em termos de país competitivo e de qualidade de vida, nossa derrota é muito mais vergonhosa. O que me deixa desapontado é que esta segunda não nos causa tanta decepção como a primeira. Vamos aos números.
Entre 1980 e 2012, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Alemanha passou de 0,780 para 0,920. É o 5º país no índice geral, 80 anos de esperança de vida e renda per capita de US$ 41 mil. O IDH mede a renda das pessoas, escolaridade e expectativa de vida. Ela saiu arrasada da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Saiu destruída do nazismo e da Segunda Guerra Mundial (1933-1945). Hoje é a nação economicamente mais forte da Europa, tendo alcançado o nível excelente em qualidade de vida em poucas décadas. Técnica, planejamento, organização, dedicação, empenho: são qualidades que eles esbanjam orgulhosamente.
E o Brasil? De 1980 a 2012 nós melhoramos (saímos de 0,522 para 0,730 no IDH), mas ocupamos a vergonhosa posição de número 85. Somos hoje menos que a Alemanha em 1980. Pior: há muitos anos estamos patinando na casa dos oitenta no IDH. O Brasil melhorou, mas estamos longe das nações civilizadas. Nossa esperança de vida é de 74 anos, escolaridade média de 7 anos (contra 13 dos alemães) e nossa renda per capita é de US$ 12 mil. Tanto Brasil como Alemanha estão entre os 10 países mais ricos do planeta. Ocorre que eles são ricos e promoveram o desenvolvimento da qualidade de vida das pessoas (5º do mundo); nós somos ricos e extremamente desiguais: baixa escolaridade, ¾ da população são analfabetos funcionais, piores índices na educação, ridícula competitividade, precária inovação, serviços públicos de quinta categoria, transporte público indecente, saúde doente, Justiça injusta e morosa, escola analfabeta etc. Somos, não por acaso, o 85º país do mundo (dentre 186) em termos de qualidade de vida.
Temos capacidade para produzir riqueza, mas nunca soubemos transformar isso em qualidade de vida para todos (veja Flávia Oliveira, O Globo 9/7/14: 26). Sabemos ganhar, mas não temos a menor ideia do que seja distribuir. Socioeconomicamente sabemos rivalizar, não cooperar. O índice Gini da Alemanha (é o que mede a desigualdade: quanto mais se aproxima do zero, mais igualdade; quanto mais perto do 1, mais desigualdade) é de 0,27; o do Brasil é 0,51. Somos o dobro de desiguais. O que isso provoca? Violência, desorganização social, péssima qualidade de vida, miséria, fome etc. Um exemplo: os alemães contam com menos de 1 assassinato para cada 100 mil pessoas (0,8, em 2011). E o Brasil? 29 para cada 100 mil (em 2012). Somos mais de 30 vezes mais violentos que eles. Essa é uma das nossas tragédias, que os alemães não conhecem. Somos ainda o 12º país mais violento do mundo, o campeão mundial nos homicídios em números absolutos (56 mil por ano) e, das 50 cidades mais letais, 16 estão no nosso país.
De todas essas goleadas acachapantes nós não nos envergonhamos. Da desigualdade temos orgulho, não vergonha. Que pena! Aqui é que temos que nos superar: em qualidade de vida, uso da tecnologia, ciência, conhecimento, educação... Feito isso, muitas estrelinhas vamos colocar na camisa da seleção brasileira, porque não nos falta talento e habilidade.
(*) Luiz Flávio Gomes é Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Uma Análise da Derrota do Brasil
Fonte: Geração de Valor
Não há razão, explicação ou justificativa que me faça sentir felicidade alguma ao ver o Brasil perder de 7 x 1 numa semifinal de Copa, dentro do Brasil. Não fico nada feliz com isso. Considero este resultado uma das maiores humilhações em toda história do futebol.
Neste momento, é a hora que vão surgir os profetas do passado, com os seus "eu sabia" ou com as mais mirabolantes teses para este vexame.
Uma coisa é certa. Este fato pode servir para o país cair na real: não somos o país do futebol, nem dos hospitais, das escolas, tampouco o país da economia que cresce virtuosamente e que produz riquezas para a sua população.
Somos um país violento, corrupto, com altos impostos sem retorno, com serviços públicos longe da dignidade, com um baixíssimo IDH, onde a impunidade dá as cartas, os políticos perderam a vergonha e uma grande porção da população troca o seu voto por uma dentadura. Esta é a realidade vivida no dia a dia do brasileiro que também representa uma enorme humilhação para sua população de bem.
Esta derrota, principalmente pela forma que se apresentou no jogo de hoje, pode servir para o brasileiro tomar consciência de sua realidade. Se este fato realmente contribuir para abrir os olhos da população brasileira, eu me atrevo a dizer que todos os bilhões despejados nos estádios Brasil afora, mesmo em estádios que jamais serão usados e que virarão um museu a céu aberto, pelo menos podem ter valido a pena, uma vez que o país, após essa tomada de consciência, tenha ganhado a chance de mudar o seu rumo.
Agora, se nada mudar depois de hoje, se o brasileiro continuar hipnotizado pela ilusão de que estamos na direção certa, continuaremos a perder o jogo da vida em nosso país. Pra quem ainda não percebeu, o Brasil de verdade, não o time de futebol que veste a amarelinha, também está perdendo o jogo da vida em sua história. No entanto, o que seria uma enorme perda é continuarmos achando que, do jeito que estamos jogando, nós ainda somos o país do futuro.
Não, não somos. Também estamos perdendo de goleada, mas poderíamos ser o país do futuro e muito mais. A boa notícia é que ainda dá tempo pra virarmos o jogo.
Creio que o que passa na cabeça de todo mundo agora, em relação ao time de futebol do Brasil é: "tem que trocar este time. Tem que trocar este técnico. Verdade. Tem que trocar mesmo.
E no jogo da vida?
A mesma coisa. Tá na hora de trocar todo mundo.
Neste momento, é a hora que vão surgir os profetas do passado, com os seus "eu sabia" ou com as mais mirabolantes teses para este vexame.
Uma coisa é certa. Este fato pode servir para o país cair na real: não somos o país do futebol, nem dos hospitais, das escolas, tampouco o país da economia que cresce virtuosamente e que produz riquezas para a sua população.
Somos um país violento, corrupto, com altos impostos sem retorno, com serviços públicos longe da dignidade, com um baixíssimo IDH, onde a impunidade dá as cartas, os políticos perderam a vergonha e uma grande porção da população troca o seu voto por uma dentadura. Esta é a realidade vivida no dia a dia do brasileiro que também representa uma enorme humilhação para sua população de bem.
Esta derrota, principalmente pela forma que se apresentou no jogo de hoje, pode servir para o brasileiro tomar consciência de sua realidade. Se este fato realmente contribuir para abrir os olhos da população brasileira, eu me atrevo a dizer que todos os bilhões despejados nos estádios Brasil afora, mesmo em estádios que jamais serão usados e que virarão um museu a céu aberto, pelo menos podem ter valido a pena, uma vez que o país, após essa tomada de consciência, tenha ganhado a chance de mudar o seu rumo.
Agora, se nada mudar depois de hoje, se o brasileiro continuar hipnotizado pela ilusão de que estamos na direção certa, continuaremos a perder o jogo da vida em nosso país. Pra quem ainda não percebeu, o Brasil de verdade, não o time de futebol que veste a amarelinha, também está perdendo o jogo da vida em sua história. No entanto, o que seria uma enorme perda é continuarmos achando que, do jeito que estamos jogando, nós ainda somos o país do futuro.
Não, não somos. Também estamos perdendo de goleada, mas poderíamos ser o país do futuro e muito mais. A boa notícia é que ainda dá tempo pra virarmos o jogo.
Creio que o que passa na cabeça de todo mundo agora, em relação ao time de futebol do Brasil é: "tem que trocar este time. Tem que trocar este técnico. Verdade. Tem que trocar mesmo.
E no jogo da vida?
A mesma coisa. Tá na hora de trocar todo mundo.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Câmara Ambiental Mantém Multa em Caso de Música Acima do Volume Permitido
Fonte: Comunicação Social TJSP – DI (texto) / AC (foto ilustrativa) imprensatj@tjsp.jus.br
A 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 3ª Vara de Andradina para que quatro rapazes da cidade não utilizem o volume do som de seus automóveis acima dos níveis permitidos pela legislação, sob pena de multa de R$ 3 mil reais para cada episódio de descumprimento.
De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público, os homens foram flagrados por policiais tocando música acima do permitido, o que teria configurado a prática de poluição sonora e dano ao meio ambiente urbano. O relator do recurso, desembargador Moreira Viegas, destacou em seu voto que os fundamentos da decisão de primeiro grau estão corretos: a perícia constatou a existência de equipamentos nos veículos que permitiam a emissão do som acima dos 50 decibéis tolerados em áreas residenciais da cidade. “O dever dos demandados em cumprir a legislação é indiscutível. Não se pode abusar do direito de ir e vir e prejudicar os demais cidadãos”, afirmou o juiz.
O julgamento do recurso teve a participação dos desembargadores Zélia Maria Antunes Alves e Torres de Carvalho. A votação foi unânime.
De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público, os homens foram flagrados por policiais tocando música acima do permitido, o que teria configurado a prática de poluição sonora e dano ao meio ambiente urbano. O relator do recurso, desembargador Moreira Viegas, destacou em seu voto que os fundamentos da decisão de primeiro grau estão corretos: a perícia constatou a existência de equipamentos nos veículos que permitiam a emissão do som acima dos 50 decibéis tolerados em áreas residenciais da cidade. “O dever dos demandados em cumprir a legislação é indiscutível. Não se pode abusar do direito de ir e vir e prejudicar os demais cidadãos”, afirmou o juiz.
O julgamento do recurso teve a participação dos desembargadores Zélia Maria Antunes Alves e Torres de Carvalho. A votação foi unânime.
Apelação nº 0003858-16.2013.8.26.0024
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Poluiçãos das Praias do Litoral Norte e Baixada Santista
Análise de material coletado na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião indica que comunidades bacterianas são prejudicadas pela contaminação das águas
Noêmia Lopes, da FAPESP
Noêmia Lopes, da FAPESP
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| Getty Images |
São Paulo – Quanto menos poluída a água do mar no litoral de São Paulo, maior é a diversidade de bactérias marinhas. Essa foi uma das constatações de um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP), após a coleta de amostras de água do mar e de plâncton na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião.
Eles participaram de uma pesquisa, realizada entre 2010 e 2012 com apoio da FAPESP, cujo objetivo geral era caracterizar comunidades bacterianas do litoral paulista por meio de análises moleculares e genéticas.
O foco estava nos exemplares quitinolíticos – ou seja, nas bactérias que metabolizam a quitina (polissacarídeo presente no exoesqueleto de muitos organismos marinhos) e liberam carbono e nitrogênio (utilizados em processos biológicos, fisiológicos e bioquímicos ao longo de toda a cadeia alimentar).
Após as fases de coleta e análise, foram encontrados 13 gêneros de bactérias quitinolíticas na Baixada Santista, 19 em Ubatuba e 28 em São Sebastião, somando as amostras de água do mar e de plâncton (alguns gêneros foram encontrados tanto em água do mar quanto em plâncton).
Por meio de estudos anteriores realizados pelo próprio ICB/USP, os pesquisadores conheciam os níveis de poluição antrópica (pelo homem) nos três locais: alto na Baixada Santista, médio em São Sebastião e baixo em Ubatuba.
Cruzando os resultados, concluiu-se que a maior diversidade é encontrada onde há poluição baixa ou mediana. “Os microrganismos nativos de um sistema competem com outros que chegam até ele, por meio de esgotos não tratados, por exemplo. E sobrevivem os mais fortes – no caso, aqueles associados aos poluentes”, disse Irma Nelly Gutierrez Rivera, professora e pesquisadora do ICB/USP.
De acordo com Rivera, tal redução na diversidade de bactérias quitinolíticas gera preocupações em ao menos três esferas. A primeira remete aos prejuízos diretos para a cadeia alimentar marinha, que necessita do carbono e do nitrogênio liberados pela metabolização da quitina. A segunda diz respeito a perdas para uma série de processos biotecnológicos nos quais essas bactérias são aplicáveis, como controle de insetos e fungos.
Já a terceira implica em riscos relacionados à perda de biodiversidade nos ecossistemas costeiros do país. “Há espécies desaparecendo antes mesmo de serem catalogadas. Isso é ruim porque devemos saber o que é nosso e o que não é – caso, por exemplo, dos microrganismos que chegam com a água de lastro dos navios e cuja interação com as espécies locais pode dar origem a espécies patogênicas que, por sua vez, podem causar doenças para o homem, para os animais marinhos e para o próprio ecossistema”, disse Rivera.
Metodologias e desenvolvimento
Entre 2007 e 2010, Rivera coordenou uma pesquisa com Auxílio Regular da FAPESP sobre a diversidade de microrganismos marinhos na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião.
Para tanto, o primeiro passo foram as coletas de amostras de água e plâncton, que duraram 20 meses em São Sebastião e dois verões em Ubatuba e na Baixada Santista. As amostras de água eram coletadas em volumes de cinco litros, dez centímetros abaixo da superfície, em frascos previamente esterilizados. As amostras de plâncton foram coletadas com rede de malha, por arraste, durante cinco minutos, nos mesmos pontos de coleta das amostras de água.
A partir de então, o estudo das bactérias quitinolíticas viáveis (que podem ser cultivadas) foi realizado em meio de cultura que continha apenas quitina como fonte de carbono e alguns sais, de modo que o meio tivesse uma composição próxima à da água do mar. As bactérias quitinolíticas foram identificadas, em nível de gênero, com o método de sequenciamento do gene 16S rRNA.
Além dessa metodologia – chamada dependente de cultivo por exigir um meio em que as bactérias possam crescer – os pesquisadores usaram recursos moleculares e fizeram a construção de bibliotecas genômicas que viabilizam o trabalho a partir dos genes (ao invés do crescimento bacteriano), conhecidos como independentes de cultivo. Para tanto, amostras de água foram filtradas e concentradas, com posterior extração do DNA total.
A construção de bibliotecas genômicas foi realizada com o uso do gene chiA, que codifica as enzimas quitinases que degradam a quitina, e da técnica de clonagem – cada sequência foi analisada por meio de pareamento com sequências disponíveis em banco de dados (GenBank).
De acordo com a pesquisadora, caracterizar comunidades bacterianas com base em análises moleculares e genéticas é importante porque permite ampliar o leque de exemplares descritos, já que nem todos são capazes de crescer nos meio de cultivo dos quais os cientistas dispõem.
No caso do estudo do ICB/USP, as duas metodologias, dependente e independente de cultivo, confirmaram que a maior diversidade de bactérias ocorre em ambientes com nível de poluição baixo ou médio.
Nos três locais estudados, o filo Proteobacteria foi o mais recorrente. Em relação aos gêneros, em amostras de água, Micromonospora predominou em Ubatuba e São Sebastião, enquanto Aeromonas prevaleceu na Baixada Santista. Em amostras de plâncton, Ubatuba teve outros gêneros de bactérias, como Streptomyces e Luteimonas, enquanto as Aeromonas foram as mais encontradas em São Sebastião e na Baixada Santista.
“Para chegar ao nível das espécies, é preciso lançar mão de metodologias mais complexas”, afirmou Rivera. “Até hoje, conhecemos pouquíssimas espécies. Estudos apontam que os oceanos são os ambientes mais ricos em diversidade procariótica, com aproximadamente 3,5 x1030 espécies de bactérias. Por enquanto, apenas cerca de 6 mil delas estão descritas.”
Os pesquisadores do ICB/USP farão o sequenciamento completo do genoma de ao menos uma das bactérias quitinolíticas coletadas, a fim de identificar a que espécie ela pertence. Outro desdobramento serão estudos sobre as enzimas produzidas por bactérias de ecossistemas marinhos e suas possíveis aplicações biotecnológicas.
“Estamos na etapa final das análises estatísticas e já submetemos um artigo que aguarda publicação – Impact of Anthropogenic Activity on Chitinolytic Bacteria Diversity in the Marine Environment”, disse Rivera. Além dela, duas alunas de pós-doutorado participaram dos estudos: Claudiana Paula de Souza, com bolsa da FAPESP, e Bianca Caetano de Almeida.
sábado, 12 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Reaja Ubatuba!
Texto: Sebastião Carvalho Júnior – MORADOR DE UBATUBA
...
Eu amo Ubatuba
assim como ela é
sozinha, isolada,
Só com sua Fé.
Conquanto ela suba
ao progresso que vem,
que fique guardada
com tudo quanto tem!
UBATUBA, sim, sim, sim!
Ubatuba esse mês comemora mais um ano no dia 28 de outubro.
O seu hino parece que foi escrito em tempos de muita opressão e por alguém que se preocupando com o que pudesse vir acontecer com sua amada, profetizou FÉ e PROTEÇÃO em tempos difíceis.
Amar alguém ou algo do jeito que são isso é normal, mas, sozinha e isolada só com sua fé parece um pouco profético.
E, “Conquanto ela suba ao progresso que vem, que fique guardada com tudo quanto tem”, isso é proteção e muito amor.
Parece que mesmo com o progresso, caso viesse, Ubatuba pela profecia do seu hino deveria se manter guardada com tudo o que tem.
Aí que entra a FÉ !!!!!!!!
Imagina se alguém sozinha e isolada, sendo abatida e aos poucos aniquilada por desvios de dinheiro, licitações fraudulentas, nepotismos, chás alucinógenos, câmara de vereadores inerte, desgovernos e desmandos de A, B, C e principalmente agora, de P e T conseguirá só com sua fé ficar guardada com tudo que tem?
Sinceramente, acho que não, ela precisa de ajuda!!!
Por isso em 28 de outubro, vamos ajudar UBATUBA, vamos reagir. “REAJA UBATUBA”
...
Eu amo Ubatuba
assim como ela é
sozinha, isolada,
Só com sua Fé.
Conquanto ela suba
ao progresso que vem,
que fique guardada
com tudo quanto tem!
UBATUBA, sim, sim, sim!
Ubatuba esse mês comemora mais um ano no dia 28 de outubro.
O seu hino parece que foi escrito em tempos de muita opressão e por alguém que se preocupando com o que pudesse vir acontecer com sua amada, profetizou FÉ e PROTEÇÃO em tempos difíceis.
Amar alguém ou algo do jeito que são isso é normal, mas, sozinha e isolada só com sua fé parece um pouco profético.
E, “Conquanto ela suba ao progresso que vem, que fique guardada com tudo quanto tem”, isso é proteção e muito amor.
Parece que mesmo com o progresso, caso viesse, Ubatuba pela profecia do seu hino deveria se manter guardada com tudo o que tem.
Aí que entra a FÉ !!!!!!!!
Imagina se alguém sozinha e isolada, sendo abatida e aos poucos aniquilada por desvios de dinheiro, licitações fraudulentas, nepotismos, chás alucinógenos, câmara de vereadores inerte, desgovernos e desmandos de A, B, C e principalmente agora, de P e T conseguirá só com sua fé ficar guardada com tudo que tem?
Sinceramente, acho que não, ela precisa de ajuda!!!
Por isso em 28 de outubro, vamos ajudar UBATUBA, vamos reagir. “REAJA UBATUBA”
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Cidadãos Revoltados na Maranduba Com a Irresponsabilidade de Eduardo Cesar
Texto: Marcos Leopoldo Guerra
Em vistoria ao local, juntamente com moradores, o arquiteto Luiz Carlos Lima apresentou os seguintes dados sobre a ponte:
Os moradores do bairro da Maranduba não aceitam o descaso e a total falta de responsabildade do incompetente e corrupto Eduardo de Souza Cesar, até então prefeito de Ubatuba - SP. A ponte cuja obra recomeçou, se baseia em um projeto que mais se assemelha a uma armadilha para incautos.
As alterações efetuadas no projeto, apresentadas nas imagens acima, aumentaram em no máximo 20 cm a altura da ponte em relação ao rio. Tal mudança ainda não atende a qualquer critério técnico ou de bom senso. Na realidade há a nítida impressão de que Eduardo Cesar deseja que catástrofes aconteçam na próxima gestão, para poder culpar a administração de Maurício Moromizato.
Enquanto isso inúteis como Osmar e Frediani, vereadores que residem na região sul, fingem que o problema não existe. Certamente ambos devem estar ansiosos para que a ponte provoque enchentes, para poderem vender seus "favores" aos cidadãos desavisados e desesperados.
Em vistoria ao local, juntamente com moradores, o arquiteto Luiz Carlos Lima apresentou os seguintes dados sobre a ponte:
"A Ponte sobre o Rio Maranduba deve atender aos seguintes requisitos: 1) Os acessos ao nível das ruas laterais; 2) Ter altura suficiente para passagem das águas da chuva de alta pluviovidade e 3) Ter altura suficiente para a passagem dos barcos de pesca e embarcações dos turistas,(futuros projetos de aproveitamento do rio no turismo).
Assim, a solução da equipe do prefeito foi, após varios meses pensando (será que estavam empurrando com a barriga esperando a reeleição?), enfim, chegaram a mais simples e as obras foram reiniciadas em 29 de outubro de 2012:
Elevando as vigas de sustentação da ponte através de calços de apoio de 50 cm, com isso a altura em relação ao nível da água na maré alta vai dos 90 cm para 1,40 m, que ainda fica insuficiente para a passagem dos barcos de pesca (precisa pelo menos de 2,00 m), essa elevação traz o corolário de necessitar uma rampa de acesso comprida, avançando no leito carroçável das ruas laterais que margeam o rio.
A situação mais crítica é a rua do lado direito no sentido montante/jusante (em direção ao mar); pois uma rampa confortável com 10 % de inclinação avançaria mais ou menos 9,00 metros sobre essas ruas.
Devem aumentar a inclinação da rampa para não ocupar tanto espaço das ruas, mas ainda teremos dificuldades, no acesso de veículos mais pesados e ainda o avanço sobre essas ruas, com o desenvolvimento natural da região sul, essa situação ficará crítica.
É possível uma solução mais elaborada, que utiliza os mesmos materiais existentes, com acesso ao nível das ruas (sem rampas avançando sobre elas), e com altura em relação ao nível da água na maré cheia de mais ou menos 2,20 m, enfim uma obra de arte que as pontes devem ser."
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Acidente Causado Por Placa de Pare Encoberta É Responsabilidade do Município
O Município pagará a metade do prejuízo, pois a Justiça considerou que o autor da ação também contribuiu para o acidente ao avançar sobre o cruzamento de forma imprudente
Fonte | TJRSA 11ª Câmara Cível do TJ manteve a sentença de 1º Grau que condenou o Município de Novo Hamburgo a indenizar parcialmente os prejuízos que um proprietário de motocicleta teve ao bater em um automóvel em um cruzamento da cidade, depois de não visualizar a placa de pare, encoberta por vegetação.
O Município pagará a metade do prejuízo, pois a Justiça considerou que o autor da ação também contribuiu para o acidente ao avançar sobre o cruzamento de forma imprudente. Em razão do acidente, o motociclista, autor da ação, gastou R$ 250,00 para a compra de um colete para imobilizar a coluna temporariamente e o valor de R$ 2.823,81, correspondente ao menor orçamento para o conserto de sua motocicleta. Metade desses valores será pago pelo Município de Novo Hamburgo.
Os fatos se deram em julho de 2009, quando as moto abalroou um automóvel no cruzamento da rua Oscar Odacílio Brenner com a rua Albino Momberger. O motociclista defendeu que foi induzido em erro pela municipalidade, pois não percebeu que trafegava pela via secundária.
Condenado, o Município recorreu da decisão ao TJRS.
Apelação
Observou o relator no colegiado, Desembargador Bayard Ney de Freitas Barcellos, que, conforme o boletim de ocorrência, a placa estava em péssimas condições de visibilidade, e encoberta por galhos de uma árvore. A afirmação está comprovada pelas fotos juntadas aos autos, que mostram a placa completamente encoberta.
Considerou ainda o magistrado que o Município não demonstrou que houvesse sinalização horizontal no local dos fatos.
Acompanharam o voto do relator os Desembargadores Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard e Katia Elenise Oliveira da Silva.
AC 70045687902
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Os Salários dos Vereadores de Ubatuba
Nas redes sociais são muitos que discutem e se mostram revoltados e insatisfeitos com o aumento dos salários dos Vereadores de Ubatuba, à partir de 2013. Apesar de possuir desde o início uma opinião formada sobre o tema, resolvi não me manifestar pois pretendia ver aonde chegaria a insatisfação dos cidadãos sobre o tema.
Para minha infelelicidade e até mesmo decepção a discussão do aumento dos salários dos Vereadores se limitou a uma questão menor, na qual a origem do suposto problema não foi alvo. Estou me referindo a legislação que define o salário dos vereadores, pois através do conhecimento da mesma poderemos entender o que realmente ocorre e assim pararmos de pensar que os Vereadores estão desde 2008, quando foram eleitos, elaborando alguma estratégia maquiavélica para prejudicar a população. Tenho pleno conhecimento de que os Vereadores atuais, de qualquer lugar do Brasil, não são santos ou candidatos à canonização, por outro lado, entender como funciona a nossa sociedade e cobrar de quem efetivamente deve ser cobrado é obrigação do cidadão.
Aos olhos do cidadão comum o Brasil é uma grande baderna. Até concordo que que a impressão é que não existem Leis ou se essas existem poucos as cumprem, porém, por incrível que possa parecer até mesmo para os salários dos políticos há normas que os definem. Para os salários dos Vereadores há dois componentes, sendo o primeiro o número de habitantes e o segundo o percentual sobre os salários dos Deputados Estaduais. Deste modo nas cidades com até 10 mil habitantes, o salário máximo pode atingir 20% do subsídio dos deputados estaduais (que em março, para os novos Deputados sforam fixados em R$ 20.025,00); em cidades com 10 mil a 50 mil, a 30% (caso de Juquitiba e São Lourenço da Serra); de 50 mil a 100 mil, a 40% (caso de Ubatuba, Caraguatatuba e Embu-Guaçu); de 100 mil a 300 mil, a 50% (caso de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra); de 300 mil a 500 mil, a 60%; e mais de 500 mil, a 75% (caso da Capital e Osasco).
Com essa explicação alguns mais afoitos já devem estar pensado que mais uma vez a culpa é do Deputado Estadual Gil Arantes. Antes que os mais exaltados resolvam fazer bandeiras de protesto e montem uma caravana para a Assembléia Legislativa, recomendo a leitura do texto até o final pois, os Deputados Estaduais também não são a origem do problema. Do mesmo modo que os salários dos Vereadores possuem regras e um teto máximo, o mesmo ocorre com os vencimentos dos Deputados Estaduais, os quais estão atrelados aos salário dos Deputados Federais (no caso do Estado de São Paulo o percentual é de 75% dos vencimentos dos Deputados Federais).
Nesse momento alguns já devem estar arrumando as malas para ir para Brasília protestar, porém, mais uma vez, recomendo que não o façam pois já passou da hora. Em dezembro de 2010 o Congresso aumentou seus próprios salários para R$ 26.700,00 equivalente a 61,8% de aumento. Referido aumento foi, na realidade, como um tsunami que a população julgou ser apenas uma ondinha.
Estamos em agosto e mais uma vez vejo uma população que demonstra conhecer apenas uma pequena realidade a sua volta, se esquecendo que tudo que acontece no Brasil e no mundo pode e irá nos beneficiar ou prejudicar um dia. Na realidade ao agirmos agora contra os vencimentos do Vereadores estamos demonstrando apenas que não conhecemos as regras do jogo, tendo em vista que bandeiras, passeatas, discursos inflamados e abaixo-assinados deveriam ter sido realizados no máximo até dezembro de 2010, quando o Congresso estava prestes a votar o aumento de seus salários.
Hoje o melhor que podemos fazer é guardar silêncio e assumirmos a nossa culpa e a nossa omissão que são as únicas responsáveis pelos aumentos dos salários de toda uma classe política e não somente dos Vereadores de Ubatuba.
Cidadania não é apenas agir. Cidadania é saber como agir e o fazer no momento adequado!
Para minha infelelicidade e até mesmo decepção a discussão do aumento dos salários dos Vereadores se limitou a uma questão menor, na qual a origem do suposto problema não foi alvo. Estou me referindo a legislação que define o salário dos vereadores, pois através do conhecimento da mesma poderemos entender o que realmente ocorre e assim pararmos de pensar que os Vereadores estão desde 2008, quando foram eleitos, elaborando alguma estratégia maquiavélica para prejudicar a população. Tenho pleno conhecimento de que os Vereadores atuais, de qualquer lugar do Brasil, não são santos ou candidatos à canonização, por outro lado, entender como funciona a nossa sociedade e cobrar de quem efetivamente deve ser cobrado é obrigação do cidadão.
Aos olhos do cidadão comum o Brasil é uma grande baderna. Até concordo que que a impressão é que não existem Leis ou se essas existem poucos as cumprem, porém, por incrível que possa parecer até mesmo para os salários dos políticos há normas que os definem. Para os salários dos Vereadores há dois componentes, sendo o primeiro o número de habitantes e o segundo o percentual sobre os salários dos Deputados Estaduais. Deste modo nas cidades com até 10 mil habitantes, o salário máximo pode atingir 20% do subsídio dos deputados estaduais (que em março, para os novos Deputados sforam fixados em R$ 20.025,00); em cidades com 10 mil a 50 mil, a 30% (caso de Juquitiba e São Lourenço da Serra); de 50 mil a 100 mil, a 40% (caso de Ubatuba, Caraguatatuba e Embu-Guaçu); de 100 mil a 300 mil, a 50% (caso de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra); de 300 mil a 500 mil, a 60%; e mais de 500 mil, a 75% (caso da Capital e Osasco).
Com essa explicação alguns mais afoitos já devem estar pensado que mais uma vez a culpa é do Deputado Estadual Gil Arantes. Antes que os mais exaltados resolvam fazer bandeiras de protesto e montem uma caravana para a Assembléia Legislativa, recomendo a leitura do texto até o final pois, os Deputados Estaduais também não são a origem do problema. Do mesmo modo que os salários dos Vereadores possuem regras e um teto máximo, o mesmo ocorre com os vencimentos dos Deputados Estaduais, os quais estão atrelados aos salário dos Deputados Federais (no caso do Estado de São Paulo o percentual é de 75% dos vencimentos dos Deputados Federais).
Nesse momento alguns já devem estar arrumando as malas para ir para Brasília protestar, porém, mais uma vez, recomendo que não o façam pois já passou da hora. Em dezembro de 2010 o Congresso aumentou seus próprios salários para R$ 26.700,00 equivalente a 61,8% de aumento. Referido aumento foi, na realidade, como um tsunami que a população julgou ser apenas uma ondinha.
Estamos em agosto e mais uma vez vejo uma população que demonstra conhecer apenas uma pequena realidade a sua volta, se esquecendo que tudo que acontece no Brasil e no mundo pode e irá nos beneficiar ou prejudicar um dia. Na realidade ao agirmos agora contra os vencimentos do Vereadores estamos demonstrando apenas que não conhecemos as regras do jogo, tendo em vista que bandeiras, passeatas, discursos inflamados e abaixo-assinados deveriam ter sido realizados no máximo até dezembro de 2010, quando o Congresso estava prestes a votar o aumento de seus salários.
Hoje o melhor que podemos fazer é guardar silêncio e assumirmos a nossa culpa e a nossa omissão que são as únicas responsáveis pelos aumentos dos salários de toda uma classe política e não somente dos Vereadores de Ubatuba.
Cidadania não é apenas agir. Cidadania é saber como agir e o fazer no momento adequado!
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