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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ativistas Exigem um Plano de Desenvolvimento da ONU que Responsabilize mais os Governos

Fonte: Artigo 19

Mais de 100 grupos da sociedade civil estão apelando às Nações Unidas (ONU) para que coloque a responsabilidade do governo e a independência dos meios de comunicação, no centro de uma nova estrutura para o desenvolvimento global.

A ONU está trabalhando para desenvolver uma agenda de desenvolvimento global para depois de 2015, a data prevista para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que irão definir as prioridades mundiais para o desenvolvimento nas próximas décadas. Esta semana, o Grupo de Trabalho Aberto para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estará reunido em Nova York para mais discussões sobre governança.

Em uma declaração conjunta, coordenada pela ARTIGO 19 e o Fórum Global para o Desenvolvimento da Mídia (GFMD), 191 organizações de 77 países dizem que o acesso à informação e a liberdade de imprensa são elementos vitais para um futuro plano de desenvolvimento. Sistemas que permitam às pessoas responsabilizar os governos são fundamentais para alcançar o crescimento econômico, a igualdade social e a sustentabilidade ambiental.

"É crucial que a ONU reconheça a ampla base de apoio para incluir a liberdade de imprensa e o acesso à informação como elementos essenciais da nova agenda de desenvolvimento. A criação de governos abertos é um pré-requisito fundamental para assegurar um desenvolvimento significativo", disse Thomas Hughes, diretor executivo da ARTIGO 19.

O livre fluxo de informações permite que as pessoas tomem decisões informadas e participem de forma significativa nas discussões públicas sobre assuntos que afetam as suas vidas. A informação também é fundamental para incentivar a inovação e a criatividade. O acesso à informação e a uma comunicação social livre e independente é crucial para garantir que os governos são responsabilizados pelas promessas que fazem e para salvaguardar os compromissos de desenvolvimento", acrescentou Hughes.

"Com esta declaração, os grupos da sociedade civil de todas as regiões do mundo estão se dirigindo aos seus representantes nas Nações Unidas. Ignorar o papel dos meios de comunicação e da informação na promoção da transparência e da responsabilização, enquanto se estabelecem as metas de desenvolvimento para as próximas décadas, seria absurdo. Acesso à informação e meios de comunicação independentes são essenciais para o desenvolvimento. Como o Grupo de Trabalho Aberto da ONU se reúne novamente esta semana, é de extrema importância ter em conta esta mensagem", disse Leon Willems, presidente da GFMD.

A coalizão exorta a ONU a:
 
1 . Estabelecer um objetivo específico para "garantir a boa governança e instituições eficazes.”
 
2 . Incluir como componentes desse objetivo uma cláusula para "garantir que as pessoas desfrutem de liberdade de expressão, de associação e de manifestação pacífica, bem como do acesso a meios de comunicação e a informação independentes" e para "garantir o direito à informação e o acesso a dados governamentais por parte do público.”

No ano passado, um painel consultivo de alto nível - nomeado para assessorar o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon na agenda pós-2015 – recomendava um novo objetivo sobre boa governança para um futuro plano de desenvolvimento. Este objetivo incluiria a garantia de que as pessoas têm o direito à liberdade de expressão, a uma mídia independente e acesso à informação. O relatório do grupo (A Nova Parceria Global: Erradicar a Pobreza e Transformar Economias através do Desenvolvimento Sustentável) foi amplamente recebido, por reconhecer o papel vital que os direitos humanos desempenham na garantia de um desenvolvimento econômico e social significativo.

"O painel de alto nível deixou claro que o acesso à informação e a transparência e responsabilização dos governos são fundamentais para garantir o desenvolvimento. Essas recomendações devem ser  concretizadas e formalmente constituídas para uma agenda pós-2015 significativa", disse Thomas Hughes.

A AMARRIBO Brasil assina a declaração e considera o acesso à informação, a independência da mídia e um governo aberto indispensáveis para o desenvolvimento da democracia e o combate à corrupção em todo o mundo.

Acesse a declaração em espanhol e em inglês.

Para ver a lista completa dos signatários visitar www.gfmd.info ou www.article19.org.

Para adicionar o nome da sua organização ao comunicado, envie um email para  coordinator@gfmd.info

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Especialista da ONU Fala Sobre Pobreza Extrema

Mensagem no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, quarta-feira, 17 de outubro de 2012

GENEBRA (17 de outubro 2012) – A Relatora Especial da ONU sobre a pobreza extrema, Magdalena Sepúlveda, pediu aos Estados que tomem medidas imediatas para garantir o acesso a Justiça pelos segmentos mais pobres da sociedade, no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

“O acesso a Justiça é um direito humano em si mesmo, e essencial para resolver as causas profundas da pobreza”, disse Sepúlveda hoje (17), instando os Estados a melhorar esse acesso para os pobres como parte central de seus esforços para combater a pobreza.

“Sem acesso a Justiça, as pessoas que vivem na pobreza são incapazes de reivindicar e perceber toda uma gama de direitos humanos, ou contestar crimes, abusos ou violações cometidas contra eles”, observou Sepúlveda.

As pessoas que vivem na pobreza enfrentam sérios obstáculos para acessar os sistemas de Justiça – incluindo as barreiras financeiras, sociais e físicas – que perpetuam e agravam sua desvantagem.

“As pessoas que vivem na pobreza são muitas vezes impedidas de buscar a Justiça, devido ao custo e tempo de viagem para um tribunal distante, taxas cobradas para pedidos de isenção para a assistência jurídica de qualidade”, disse a Relator Especial. “Ao pobre pode ser negada legitimidade para registrar uma reivindicação, porque eles não têm uma certidão de nascimento oficial”.

“A falta de informação sobre os seus direitos, o analfabetismo ou as barreiras linguísticas, juntamente com o estigma enraizado ligado à pobreza, também tornam mais difícil para os pobres se envolver com o sistema de justiça. Em tais circunstâncias, uma pessoa que vive em situação de pobreza não pode defender os seus direitos ou contestar a injustiça”, ressaltou.

Sepúlveda observou que mesmo democracias maduras lutam para garantir de fato a igualdade de acesso a Justiça por aqueles que vivem na pobreza. “É fundamental construir um sistema de justiça inclusivo que esteja próximo das pessoas, tanto socialmente quanto geograficamente”, disse a perita independente.

“Garantir o acesso a Justiça para os pobres exige sistemas judiciais funcionais e leis que não apenas refletem os interesses dos grupos mais ricos e mais poderosos, mas também levem em conta a renda e os desequilíbrios de poder”, disse ela. “As reformas devem ser implementadas com a participação efetiva e significativa de pessoas que vivem na pobreza.”

Sepúlveda enfatizou que as mulheres que vivem na pobreza enfrentam particulares dificuldades de acesso a Justiça, e esta é uma das principais causas de sua maior vulnerabilidade à pobreza. Em sua opinião, “os esforços para combater a pobreza devem incluir o empoderamento das mulheres em busca de justiça, assegurando que o sistema de justiça não as discrimine”.

“No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, gostaria de lembrar os Estados e outros que os esforços para acabar com a pobreza deve ser multidimensional e sustentável. Melhorar o acesso a Justiça é uma parte crucial de qualquer estratégia”, concluiu Sepúlveda.

O relatório de 2012 da Relatora Especial para a Assembleia Geral, que será apresentado no dia 30 de outubro de 2012, analisa os obstáculos que as pessoas que vivem na pobreza no enfrentam no acesso a Justiça. Acesse o relatório: http://www.ohchr.org/Documents/Issues/Poverty/A-67-278.pdf

TERMINA
Magdalena Sepúlveda foi nomeada Relatora Especial sobre a situação de extrema pobreza e os direitos humanos em maio de 2008 pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Ela é independente de qualquer governo ou organização. Saiba mais em: http://www.ohchr.org/EN/Issues/Poverty/Pages/SRExtremePovertyIndex.aspx

Acesse os “Princípios Orientadores sobre Direitos Humanos e Pobreza Extrema” da Relatora Especial:  

Os ‘Princípios Orientadores’ também estão disponíveis em árabe, chinês, francês, russo e espanhol: http://www.ohchr.org/EN/Issues/Poverty/Pages/AnnualReports.aspx

Para consultas e solicitações de mídia, entre em contato com Lidia Rabinovich (+ 41 22 917 9763 / lrabinovich@ohchr.org) ou escreva para srextremepoverty@ohchr.org

Para consultas da mídia relacionadas a outros especialistas independentes da ONU:

Xabier Celaya, Direitos Humanos da ONU – Unidade de Mídia (+ 41 22 917 9383 / xcelaya@ohchr.org)
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Verifique o Índice Universal dos Direitos Humanos: http://uhri.ohchr.org/en