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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Impunidade Será o Tema da Próxima Conferência Internacional Anticorrupção


Fonte: AMARRIBO Brasil

“Chega de Impunidade”. Este será o tema da 16ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC – International Anti-corruption Conference) que será realizada na Tunísia, entre os dias 21 a 24 de outubro de 2014.

Cerca de 2 mil ativistas anticorrupção de mais de 130 países de todos os setores da sociedade estarão reunidos para avaliar os avanços e os novos desafios na luta contra a corrupção. Com foco na impunidade, pretende-se criar uma mudança positiva e duradoura nesta agenda nos diferentes países.

Governos tomados pelo nepotismo, líderes autoritários estendendo seus limites de mandato, interesses pessoais acima do interesse público e a falta de participação popular: situações como essas fragilizam as democracias e cria um ambiente onde predomina a corrupção e a impunidade. Essa situação é vista com muita frequência em todo o mundo, tanto em países ricos quanto pobres, em regiões com abundância de recursos naturais ou assoladas pela recessão. É preciso coragem e ação coletiva para garantir que os poderosos que cometem crimes sejam levados à justiça e punidos. Chega de impunidade.

Não podemos mais admitir que os crimes de corrupção fiquem impunes. A sociedade em todo o mundo clama por justiça. A corrupção não pode valer a pena. É necessária uma cultura de integridade em todos os setores da sociedade para alcançar continuamente uma mudança positiva. Na 16º IACC será este o debate.

Sociedade civil, setor privado, jovens e empreendedores sociais vão se reunir para criar soluções inovadoras para essa luta, tendo como objetivo o fim da impunidade. Serão debatidas maneiras de mudar os sistemas onde há falhas no judiciário, na polícia e em outros setores que permitem que os corruptos fiquem impunes. Serão buscados meios para reparar e evitar novos abusos na gestão financeira global e na gestão dos recursos naturais que permitem que poucos lucrem e se mantenham no poder cometendo grandes crimes que ferem a humanidade.

Na Tunísia, berço da Primavera Árabe, pessoas de todo o mundo irão se unir para responder essas questões. É hora de quebrar o silêncio, contra a impunidade.
 
SERVIÇO:
Evento:  16ª Conferência Internacional Anticorrupção
Data: 21 a 24 de outubro de 2014
Local: Tunísia
Informações: 16iacc.org

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

IACC: Discursos de Incentivo ao Combate à Impunidade Marcam Encerramento

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da CGU

O encerramento da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção (IACC), na noite de sábado (10/11), foi marcado por mensagens de incentivo aos mais de 1,9 mil participantes, de 140 países, para que prossigam no intercâmbio de ideias e de boas práticas voltadas ao combate à impunidade. A cerimônia contou com as presenças do Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage; do presidente do Conselho da IACC, Barry O’Keeffe; e do vice-primeiro-ministro da Tunísia, Bani Ladgham.

O representante do governo brasileiro destacou a efetiva colaboração dos palestrantes, dos painelistas, e, principalmente, do público – formado por cidadãos comuns e representantes de governos e da sociedade civil organizada. “O tempo reservado para as perguntas e respostas esteve sempre preenchido. Isso demonstra que o objetivo do evento, que é mobilizar pessoas, foi atingido”.

Hage lembrou que o combate à corrupção não pode se limitar às críticas ou apontamentos das deficiências – seja na máquina administrativa ou na atuação do judiciário. “Cada um no seu campo de atuação, deve explorar as formas de punição. E, além de aplicar a sanção, é necessário dar divulgação, porque além do efeito exemplar, a publicidade do combate ao malfeito inibe novas formas de delinquência”, afirmou o Ministro.

O presidente do Conselho da IACC corroborou a opinião do Ministro sobre o elevado grau de participação nas sessões temáticas e plenárias. “Já estive em várias outras Conferências, mas esta foi a que teve mais perguntas”, disse. Ele também agradeceu o apoio recebido, para a realização do evento, das entidades organizadoras (CGU e Amarribo Brasil), dos patrocinadores e, principalmente, da Presidente Dilma Rousseff – que esteve presente à cerimônia de abertura, na última quarta-feira (10/11).

Em seguida, O’Keefe passou a palavra a dois jornalistas estrangeiros, para que lessem a Declaração de Brasília, um documento que reúne as conclusões dos debates e sintetiza o que precisa ser feito, em nível global, para enfrentar a corrupção. O texto reforça a iminência pela adoção de iniciativas de promoção da transparência e de acesso às informações públicas em diversas áreas (economia, desenvolvimento, esportes, mudanças climáticas e comércio de armas), e finaliza com uma importante mensagem: “Estamos monitorando todos aqueles que agem na certeza da impunidade e não deixaremos que sejam bem-sucedidos”.

 Por fim, a autoridade do governo tunisiano expressou o agradecimento por sua nação ter sido escolhida para sediar a 16ª IACC, em 2014. “A Tunísia enfrentou um ditadura e está, de fato, no processo de construção de seu sistema democrático. Portanto, receber um evento mundial anticorrupção é um estímulo para nós. Vamos nos esforçar para que a próxima Conferência seja tão bem sucedida quanto foi a brasileira”, concluiu Ladgham.

Declaração de Brasília

Mais de 1900 pessoas, de 140 países, se reuniram em Brasília para discutir um dos mais urgentes temas do nosso tempo: a corrupção no mundo de hoje.
 
Quando a Conferencia Internacional Anticorrupção se realizou em Bangcoc, em 2010, a crise financeira mundial tornou a restauração da confiança um imperativo. Desde então, como resultado de lições aprendidas, mas não postas em prática, o mundo tem visto inúmeros exemplos de abusos da confiança depositada pela população.

A confiança continua sendo corroída. Muitos percebem isto na política, no esporte, na educação, nos negócios, nas instituições locais e globais, entretanto, a corrupção tem lhes negado voz, bem estar e justiça. Agora, mais do que nunca, temos que reunir aqueles que lutam contra a corrupção para criar esforços mais focados contra o abuso de poder.

Conectando cidadãos

As pessoas sabem que podem fazer diferença quando se juntam em número suficiente e com um objetivo determinado.

Cidadãos, atuando de forma coordenada, podem, de forma mais efetiva, desafiar governos, empresas, instituições financeiras, organizações esportivas e organismos internacionais que negligenciaram suas responsabilidades.

Enfatizando preocupações cotidianas, os esforços pela transparência e luta contra corrupção dão poder as pessoas. A luta contra a corrupção deve significar mais do que a simples aprovação de novas leis. Ela deve significar a adoção da transparência nas atividades diárias dos governos; e seu impacto deve ser sentido em todos os níveis da sociedade, estimulando os cidadãos a unir forças.

As pessoas mais vulneráveis em nossas sociedades, em geral, as mais gravemente afetadas pela corrupção, devem fazer com que seus governantes mantenham sua palavra, expondo aqueles que não cumprem suas promessas. Para tanto, essas pessoas necessitam de acesso à informação por meio de uma imprensa livre, internet sem restrições e outros mecanismos abertos para informar o público e facilitar a luta contra a corrupção.

Às comunidades devem ser dados os meios para responsabilizar líderes e instituições por suas ações entre as eleições, assim como a empresas multinacionais que lucram com operações em seus países. Devem ser desenvolvidas formas de engajar o setor privado na luta contra a corrupção.

O empoderamento da sociedade civil no monitoramento da distribuição de ajuda internacional e na extração de recursos naturais é um elemento-chave.

Mais ações devem ser adotadas para tratar dos efeitos da corrupção que atingem as gerações mais jovens e mulheres, uma vez que são aqueles desproporcionalmente afetados por ela.

Sigilo no mundo financeiro significa trilhões perdidos em países em desenvolvimento. De maneira a restaurar a confiança, a transparência e a accountability devem estar enraizadas no sistema financeiro.

No campo dos esportes, fãs, patrocinadores, jogadores e atletas necessitam ter poder sobre as instituições que comandam os esportes. Estas instituições devem ser encorajadas a liderar pelo exemplo, adotando princípios básicos de integridade.

"Não à impunidade"

Ao nos reunirmos nesta semana para discutir os assuntos que preocupam a todos nós – política, economia, desenvolvimento, esportes, mudanças climáticas e o comércio de armas -, torna-se claro que todos enfrentamos um desafio comum em nossos trabalhos: a impunidade daqueles que abusam de suas posições de poder.

Se a impunidade não for eliminada, corremos o risco de dissolver a própria estrutura da sociedade e do Estado de Direito, nossa confiança na política e nossa esperança na justiça social.

Ativistas, empresários, políticos, servidores públicos, jornalistas, acadêmicos, jovens e cidadãos reunidos aqui em Brasília para discutir a ameaça da corrupção demonstram claramente que a impunidade mina a integridade em qualquer lugar.

Precisamos dar às pessoas uma razão para acreditar que a impunidade será eliminada, seja por meio de investimentos em ações coletivas e recursos na luta contra a pobreza, contra violações de direitos humanos, mudanças climáticas ou em resgatar dívidas de países.

De maneira a avançar nesses esforços, a comunidade internacional deve promover cada vez mais o engajamento das pessoas e encontrar caminhos que garantam mais segurança a ativistas engajados na luta contra a corrupção.

A redução da impunidade também requer Judiciários independentes e bem equipados, que respondam por suas ações perante a sua sociedade.

Conclamamos os governantes de todo o mundo a adotar a transparência como uma verdadeira cultura de transparência que garanta a participação social e a responsabilização de governantes por suas ações.

Conclamamos o movimento contra a corrupção a apoiar e a proteger ativistas, denunciantes de boa-fé e jornalistas que denunciem casos de corrupção, geralmente sob grave risco.

Cabe a cada um de nós nos governos, no setor privado e na sociedade adotar a transparência, de maneira a garantir a total participação de todas as pessoas, reunindo todos em volta de uma mensagem clara: estamos monitorando todos aqueles que agem na certeza da impunidade e não deixaremos que sejam bem-sucedidos.

15ª IACC, 10 de novembro de 2012.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

15ª IACC - Mobilizando Pessoas: Conectando Agentes de Mudança

Fonte: AMARRIBO
A 15ª IACC - Conferência Internacional Anti-Corrupção será realizada neste ano no Brasil de 07 a 10 de novembro. Foi lançada a chamada global para propostas de workshop e sessões interativas durante a Conferência. O prazo para envio de propostas vai até 31 de maio. Se você estiver interessado em realizar um workshop nós ficaremos muito felizes em saber, não hesite em nos procurar e enviar sua proposta. Abaixo segue arquivo para download, o Quadro de Programas da 15ª IACC - um documento detalhado sobre esta oportunidade!

Para esta edição no Brasil está sendo introduzida uma série de novidades na Conferência. A partir de sessões realizadas na última edição da Conferência, em Bangkok, foi lançado o IACC Game Changers Global Initiative.
Inspirado nas diversas soluções inovadoras no combate à corrupção apresentadas por pessoas de todos os setores, países e idades, a agenda da 15ª IACC contará com o Game Changers Global Initiative, uma plataforma de apresentação de casos de sucesso contra a corrupção. Queremos saber como você está mudando o jogo. O objetivo é permitir um intercâmbio global de conhecimento e experiências no combate à corrupção em torno de quatro planos: Inovação; Empoderamento Público e Mobilização Social; Apoio a vítimas e testemunhas da corrupção; Conexão dos agentes de mudança em uma comunidade global que compartilha uma mesma missão para mudar o quadro da corrupção.

Para saber mais sobre esta iniciativa e suas sessões visite os Formatos de Sessão de Workshop - Game Changers. Como de costume, a IACC também contará com a IACC Global Solutions Sessions, formato mais tradicional de workshop. As soluções globais serão agrupadas em 6 temas principais:
  • Fim da impunidade: estamos mais perto?
  • Pós Rio+20: no caminho de um futuro transparente e sustentável?
  • Desvio de dinheiro público: Um futuro roubado. Como recuperar a confiança das pessoas?
  • Corrupção nos esportes: por que o pênalti é para a sociedade?
  • Transições políticas e corrução: Qual o nosso papel?
  • Definindo o nosso futuro: Definindo uma agenda governamental global.
Você pode encontrar mais detalhes sobre cada tema aqui. Estamos convidando pessoas de todo o mundo para submeterem suas propostas online. Existem duas páginas para submeter sua proposta, uma para o Game Changers e outra para o Global Solutions. Mais detalhes sobre envio das propostas podem ser encontrados aqui.

Por fim, seria excelente se você pudesse nos ajudar a divulgar essa chamada para pessoas que você acha que possam se interessar em participar ativamente da 15ª IACC. Caso você tenha interesse em apoiar a divulgação e puder incluir o banner da IACC no site da sua organização e ser um apoiador, seu logo será colocado na pagina de apoiadores.

A AMARRIBO BRASIL é a organização de contato da Transparência Internacional no Brasil e uma das organizadoras da 15ª IACC. Não hesite em nos procurar para qualquer dúvida.

Estamos ainda abertos a apoiá-los caso haja dificuldade em submeter sua proposta em inglês.

Esperamos poder recebê-los em Brasília em novembro!